No Rio Grande do sul pesquisadores da secretaria da agricultura estão em fase de testes de agentes biológico aplicado por drones direto em áreas onde o parasita vive, ao invés de focar só no animal. A fase mais recente dos testes ocorreu em Hulha Negra, na Campanha gaúcha, marcando um novo passo rumo a uma alternativa mais sustentável ao modelo tradicional baseado em químicos.

O uso intenso de carrapaticidas químicos vem gerando resistência, o que reduz a eficácia do produto ao longo do tempo, reduzindo prejuízos superiores a R$ 13 bilhões anuais. A iniciativa parte de uma lacuna tecnológica. Atualmente, não há produtos disponíveis, em escala pecuária, voltados ao controle de parasitas no ambiente.

O estudo utiliza micro-organismos presentes no solo, como fungos e bactérias, selecionados por sua capacidade de atingir o carrapato sem causar danos aos bovinos, aos seres humanos ou ao ambiente. 

Esses agentes biológicos são concentrados em uma formulação e aplicados diretamente no campo. A aplicação por drone ajuda a cobrir mais área com menos esforço e maior precisão, o que amplia a escala e a eficiência da operação.

Iniciativas como essa são fundamentais para o desenvolvimento de soluções práticas voltadas aos desafios enfrentados diariamente pelos produtores. Além disso, a atuação técnica e a experiência dos órgãos responsáveis contribuem para a criação e validação de alternativas inovadoras, mais sustentáveis e alinhadas às atuais demandas da pecuária.

O uso de drones no combate ao carrapato bovino representa uma inovação tecnológica para os pecuaristas que podem ganhar uma alternativa mais sustentável e eficiente no controle do problema.

A proposta combina conhecimentos já consolidados na agricultura — onde o uso de micro-organismos no controle de pragas é amplamente difundido — com o manejo sanitário animal.